Apesar de ter sido negada a condicional a Vikernes pela quarta vez em setembro de 2008 (sob a alegação de que fugira da prisão em 2003 e manteria laços com grupos neonazistas), ele pode ser liberado de vez de suas obrigações judiciais ainda em 2009. A mãe do instrumentista chegou a escrever uma carta ao jornal sueco Dagbladet reclamando da maneira como as autoridades tratavam Vikernes, que, mesmo na prisão, é casado e tem uma filha (com 15 anos de idade) e um filho (nove meses).
Na época da prisão, Vikernes e Euronymous pertenciam a um movimento anticristão formado por membros de várias bandas de black metal da Noruega, o Inner Circle. O movimento tinha o objetivo de propagar o ódio pelas religiões cristãs. E são acusados de terem queimado ou danificado cerca de 100 igrejas na Noruega.
O assassinato de Euronymous por Vikernes ocorreu em agosto de 1993. O músico do Burzum alegou razões pessoais e ideológicas. Com 20 anos na época, Vikernes foi condenado a 21 anos de cadeia.
Em julho de 2008, antes da tentativa de liberdade condicional, Vikernes falou ao Dagbladet.
- Estou pronto para voltar à sociedade, e estive pronto durante todo este tempo. - afirmou. - Aprendi com meus erros, e envelheci. Agorra, tudo que eu quero é voltar para minha família. Mal tenho visto meu filho desde que nasceu. Escuto sua voz quase todos os dias no telefone, mas é duro não estar por perto enquanto ele cresce.
O músico, ao ser solto, precisará estar em contato com o oficial da condicional por um ano - inicialmente a cada duas semanas, depois uma vez por mês. Ele planeja ir para uma pequena fazenda que comprou em Telemark, na Noruega. Também declarou que não mantém contato com grupos neonazistas há muito tempo.
- A polícia inclusive sabe disso - afirmou
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